sábado, agosto 16, 2008

Tbilisi, a capital da EA, em perigo
Bombardeio ocorrido no dia 11-08-2008

O recente noticiário internacional voltado a Tbilisi, capital da Geórgia, alvo de bombardeios russos, nos traz à baila a importância histórica dessa cidade no contexto da educação ambiental, assim como, a importância da educação ambiental na defesa e proteção ao meio ambiente. Foi em 1977, no período de 14 a 26 de outubro, quando ainda fazia parte da antiga União Soviética, que Tbilisi se transformou na capital internacional da educação ambiental ao sediar a Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental, onde e quando se deu o ponto de partida para os programas e projetos de educação ambiental. Essa conferência é considerada mundo afora como o grande marco da educação ambiental em nível mundial, pois ali foram apresentados os primeiros trabalhos desenvolvidos em vários países com o tema Educação Ambiental (EA). Sua organização ocorreu a partir de uma parceria da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e cultura) com a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e suas recomendações constituem até hoje a principal fundamentação para os programas educacionais na área do meio ambiente. Foi dessa conferência que saíram as definições, objetivos, princípios e estratégias para a Educação Ambiental (EA), em desempenhar uma função capital de criar a consciência dos problemas que afetam o meio ambiente; de ser dirigida a pessoas de todas as idades e de todos os níveis de ensino formal e não-formal; constituir uma educação permanente; ter um enfoque global sustentado em base interdisciplinar e poder contribuir para renovar o processo educativo. A Conferência de Tbilisi passou a influenciar e servir de base a outros grandes eventos, como a Conferência Internacional sobre Educação e Formação Ambiental, em Moscou, em 1987, onde foram confirmadas as propostas de que "os objetivos da EA não podem ser definidos sem que se leve em conta as realidades sociais, econômicas e ecológicas de cada sociedade ou os objetivos determinados para o seu desenvolvimento; deve-se considerar que alguns objetivos da Educação Ambiental são comuns à comunidade internacional”. E essas propostas se difundiram e se solidificaram, tanto que quinze anos depois, em 1992, na Rio-92, quando e onde foi elaborada a famosa Agenda 21, esta ao tratar, no capítulo 36, da “Promoção do Ensino, da Conscientização e do Treinamento”, reconhece que a Declaração e as Recomendações da Conferência Intergovernamental de Tbilisi sobre Educação Ambiental, ofereceram os princípios fundamentais para as propostas daquele documento sobre a EA. A Agenda 21, como já referido neste espaço, representa “uma coleção de idéias, conceitos e princípios norteadores que visam demonstrar o que cada segmento social pode fazer em prol de um desenvolvimento econômico e social que seja compatível com a proteção das bases naturais da vida no âmbito local, bem como nos âmbitos nacional e internacional” (Imme Scholz). Esperamos que cessem os ataques a Tbilisi e que as bases ali plantadas continuem a florescer, pois a EA é um dos maiores instrumentos de conscientização pública para a preservação do meio ambiente, conforme preconiza a nossa Constituição.



Reunião às proximidades do Parlamento



Parlamento de Tbilisi

Um comentário:

Mari disse...

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Pedra de Alquimia (http://pedradealquimia.blogspot.com).

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