terça-feira, setembro 06, 2011



Faltam 13


Não se espantem se este for o mote daqui a algum tempo. Mas, 13 o quê? Tão logo começou o governo daquele que nunca sabe de nada (conforme ele mesmo declarou) e este diante das dificuldades que se lhe apresentavam na condução do País, passou a justificar que os entraves e problemas que surgiam estavam relacionados à falta de capacidade de seu antecessor, de quem recebera uma “herança maldita”, responsabilizando-o pelas mazelas da República. Passaram os quatro anos e ele viria se reeleger, continuando a culpar o antecessor de cinco anos atrás como o causador de todas as vicissitudes que travavam seu dinâmico governo classificado por ele mesmo como o melhor de todos os tempos, rotulando tudo que fazia e deixava de fazer com o bordão de “nunca antes na história deste país”, ou seja, nunca houve alguém que fizesse melhor do que ele. Tanto foi seu prestígio junto a massa que ele conseguiu “eleger um poste”, alguém sem quase nenhuma expressão, sem nenhum antecedente de escolha popular, que nunca recebera um voto nem em eleição municipal. A ungida do “cara” (como foi traduzida a exagerada cortesia do atual presidente da maior potência do planeta) acabou sendo eleita e recebeu o governo de seu criador. E já no seu primeiro ano encontra as dificuldades de gestão e que não são poucas e nem pequenas. A quem culpar? Seu antecessor? Nunca! Pois seria muita desfaçatez continuar culpando os demais desde Tomé de Souza. Qual a desculpa a ser dada? Provavelmente a de que faltam ainda alguns ajustes e que o País precisa de pelo menos 13 anos para começar a decolar. Por que 13 anos? A matemática é simples: três mandatos somam 12 anos, faltando, portanto, mais um ano do segundo mandado da primeira presidenta da terra que se chamou de Ilha de Vera Cruz, havendo a imperiosa necessidade da sua reeleição ou da eleição do padrinho para um terceiro e quarto mandatos. O número 13 é sugestivo, pois, é o número eleitoral do partido de padrinho e afilhada entronizada. E para os supersticiosos é o número da sorte. Mas, e se continuarem os problemas, se persistirem as dificuldades após esse cabalístico prazo? Bem, há razoável tempo para se arranjar ou construir outra desculpa. Por enquanto precisam completar os 13 anos para o País decolar para o grupo de elite das grandes nações e isso se dará daqui a quase cinco anos. Será?


2 comentários:

raquel disse...

gostei muito da matéria de título faltam 13. por um acaso posso ser irmã do amigo raymundo que você procura.

ROBERTO PIMENTEL disse...

Muito obrigado Raquel. E o Raymundo que eu procurava é o seu irmão. Lembro vagamente de você ainda criança, nos idos de 1968 a 1970, no balcão da mercearia de sua mãe.

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