terça-feira, dezembro 27, 2011



Meninos amazônidas brincam na maré - o curuminzinho do centro é meu filhinho Jordão, então com 6 anos




Enfim sex

Não poderia encerrar o ano sem falar desta conquista! No dia 16 de outubro último entrei para o seleto clube dos sex. É, até que enfim, sou sexagenário! Pensar que já se passaram sessenta anos desde minha chegada a este mundo de meu Deus. Iniciei o ciclo especial de minha vida! Na Europa ainda esperaria mais alguns anos, mas aqui em nosso País, legalmente sou definitiva e irreversivelmente idoso! Algum lamento? Algum desespero? Não, de jeito nenhum! Inclusive já recebi tratamento preferencial, mais por iniciativa dos circunstantes, nos atendimentos de bancos e lojas. E eu aproveito, acho interessante. Nesse curso, muitas decepções de várias naturezas, tristezas, aflições, perdas, mas incontáveis vitórias e surpresas memoráveis, alegrias, bênçãos e mais bênçãos. Alcancei uma etapa que milhares de bebês de minha época não chegaram. Também, muitas crianças e jovens, ficaram pelo caminho! Meus Deus, sou um privilegiado! Tudo pela santa misericórdia. Lembro aqui as palavras do "profeta das lágrimas" em suas Lamentações: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; elas não têm fim e se renovam a cada manhã ...” (3:22,23). Penso que instintivamente já vinha me preparando para isto. Aproveitei, quando criança, adolescente, jovem e já maduro, meu tempo em demoradas conversas com meus avós. Ah meu DEUS, quanta saudade daqueles tempos! Primeiro com as historinhas infantis, contos, depois as histórias, experiências e ensinamentos da vida. Sempre fui atencioso com os velhos, não tanto pelo temor da lei da semeadura, mas porque sempre achei prazeroso e utilíssimo esse contato. Os jovens de hoje perdem uma oportunidade valiosa ao dispensarem a conversa com os mais velhos. Conheci minha avó materna, nascida, como ela gostava de dizer, no ano da República, 1889 e meu avô materno também nascido no século 19, ambos partindo quando já haviam alcançado mais de oitenta. Com minha amada mãe que está com 86 e que muitíssimo me ajudou e tem me ajudado, tanto material como espiritualmente, com sua inquebrantável fé, esse contato é constante. Não sei quanto tempo ainda me resta, só o SENHOR sabe, mas estou satisfeitíssimo, satisfeitissíssimo, como gosta de dizer meu caçula, e como dizia meu pai, já me dou por bem contente. E ponha bem nisso. Menino nascido no interior, grande parte do tempo das minhas brincadeiras foi gasto na subida em mangueiras e cajueiros do nosso quintal, banhos na maré, pulando do alto da ponte do Itacoã, em Maracanã meu torrão natal. Alfabetizado pela dona Nazinha, passando pela escola isolada da localidade de Santo Antonio do Urindeua, onde minha mãe lecionou quando para lá fora removida por perseguição política. Depois o grupo escolar, o colégio estadual, a escola técnica federal e por fim a universidade federal quando já era pai, graduando-me em Direito, por onde ainda obtive dois títulos de pós-graduação. Tive apenas duas irmãs, mas o SENHOR, sempre Ele, presenteou-me com quatro filhos. Primeiro uma filha, depois um filho, os quais seguem pela mesma área acadêmica da qual ingressei e já despontam como vitoriosos em suas atividades profissionais. Mais de vinte anos depois eu viria ser novamente presenteado com dois filhos. Cito aqui o salmista Davi; “Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão”. Fui vendedor autônomo, lavrador e trabalhei maior parte da vida no serviço público e já estou aposentado. Uma de minhas satisfações se dá no encontro diário com as centenas ou milhares de pessoas com quem de alguma forma me relacionei nesse mais de meio século de vida: amigos de infância, de adolescência, do colégio, da caserna, dos cursos acadêmicos, da atividade policial, da advocacia, da igreja, das numerosas viagens, dos locais por onde passei a serviço, de parentes e afins que cada dia tem seu número aumentado. Mas, de tudo isso realço a coisa mais importante, a misericórdia de DEUS, que volto a mencionar, lembrando o cântico de PAULO em sua carta aos romanos de que, “se Deus é por nós, quem será contra nós”? E que “somos mais do que vencedores por aquele que nos amou”, Cristo. E é assim que me sinto, sem nenhuma arrogância ou vaidade, vencedor, mais que vencedor.

7 comentários:

Rosana disse...

Lendo um pouco de sua retrospectiva, me veio a mente o salmista Davi no Salmo 37:25-26:"Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.Ele é sempre generoso, e empresta, e a sua descendência é abençoada".Deus realmente é fiel a Sua Palavra.
Confesso que até mexeu com minhas emoções o breve relato de sua Historia, que merece ser grafada com H, pelo referencial exemplar da
frase popular: "Vim, vi e venci".
Mas tambem quero fazer um detaque, do que para mim foi primordial em sua Historia de Vida: Os referencias que vc teve em sua jornada. E observei o que agora destaco, como o mais importante de tudo: Princípios da Palavra de Deus que nortearam seus referencias e por conseguinte a voce tambem e estendendo-se agora a sua descendencia. Só me resta concluir emocionada com a obra de Deus em sua Historia de Vida. E em oração glorificar, agradecer a Deus e que Ele continue a obra na sua vida e atraves de sua vida para a Glória Dele em 2012 e em todos os anos de sua existencia.
Rosana Rojas.

PINHEIRO disse...

Que beleza de depoimento amgo Roberto Pimentel. Também me identifico com sua trajetória vitoriosa de vida. Parabéns

Anônimo disse...

Prezado Pimentel:
Sinto-me gratificado com a tua amizade e te parabenizo por teres vencido mais uma etapa na vida. Todos esses momentos relatados no teu texto são muito bonitos porque retratam uma vivência muito rica onde as realizações maiores concentram-se na família e na consciência religiosa.
Um grande abraço e que possamos continuar por mais algum tempo nessa vida escrevendo e relatando sempre nobres sentimentos.

ROBERTO PIMENTEL disse...

A
GILBERTO STONE

“Prezado Pimentel: Li o texto que escreveste no teu blog. Cheguei a postar comentário mas na hora de enviar me atrapalhei e tentando decifrar aquelas orientações em inglês acabei deletando o texto. Nessas questões ainda sou deficiente. Entretanto devo te dizer que agradeço a gentileza de me teres enviado. Gostei bastante. Como dizes "é pena que os jovens de hoje não valorizam as nossas experiências que assim como foram valiosas para os nossos pais também poderiam ser valiosas pra eles. Te parabenizo pelos teus 60 anos e que possas estar ainda muitos anos entre nós. Valorizo muito a tua amizade embora ainda não nos conheçamos pessoalmente. Gostei particularmente da parte em que enalteces a tua convivência com a família e com a religiosidade. Te desejo um ano novo cheia de paz,luz e saúde. Do amigo e parceiro do Recanto,

Gilberto Stone”.

(texto transcrito de e-mail recebido ontem, 29, enviado no mesmo dia às 18:48h).

Para quem não conhece o Gilberto Stone, trata-se de um poeta, cronista, contista, que tive a grata oportunidade de conhecer no “Recanto das Letras”.

E para quem se interessar conhecer suas obras, basta clicar no link abaixo:

http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=19639


MEU AGRADECIMENTO

Querido amigo recantista,

Há anos escrevi que o amor, a amizade e a admiração ultrapassam as distâncias temporais e espaciais. E essa nossa relação é um exemplo.
Obrigado pela sua generosidade e atenção.
Receba um fraterno abraço deste amazônida que te deseja um FELIZ ANO NOVO, com os mesmos aditivos: paz, saúde e muitas bênçãos extensivos a seus familiares

Anônimo disse...

Caro amigo das letras, todas as vezes que leio um artigo de sua autoria, sei que não vou perder tempo, posto que o senhor sempre escreve como um professor, dando uma verdadeira lição de vida. Lembro que o senhor fez algo bacana quando falou daquele cachorro que considerou como erói; do Natal indígena, bem como, de uma dialética acerca do filho que é recompensado por Deus por tratar bem de seu pai. Realmente, ficou sempre no aguardo de novas postagens. Feliz ano novo!

Anônimo disse...

Parabéns meu amigo, que Deus te dê a benção de ultrapassar os 90, sempre precisaremos das suas sábias consultas. Um grande abraço!!!! Como diria um desconhecido, a vitória sem luta, é um fato sem glória.

Alan Wantuir

Anônimo disse...

Parabéns meu amigo, que Deus te dê a benção de ultrapassar os 90, sempre precisaremos das suas sábias consultas. Um grande abraço!!!! Como diria um desconhecido, a vitória sem luta, é um fato sem glória.

Alan Wantuir

Refletindo com Rubem Alves O ntem recebi com alegria a informação que uma pessoa amiga disse a outra estar sentindo falta de meus esc...