quinta-feira, outubro 25, 2012







Quem vende mais caro
 





 

 

Provavelmente milhares, senão milhões de brasileiros que acessam a rede social já receberam em seus correios eletrônicos (e-mails) uma mensagem sugerindo não se comprar combustíveis (abastecer os veículos) nos postos com a bandeira da Petrobrás. Diz o texto que a estatal brasileira por ser a principal fornecedora dos derivados de petróleo deveria vender o produto (gasolina e diesel) mais barato levando as demais, de outras bandeiras (Texaco, Ipiranga, Shell etc.) a vender os derivados de petróleo pelo menos por igual preço, no entanto é a mais cara. E que se ela sofrer um boicote e ficar total ou parcialmente paralisada, em suas vendas, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o mercado, levando as demais a seguir o mesmo rumo para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado. Em princípio não se dá tanta atenção a essas mensagens que vem num imenso rol de outras de pouca ou nenhuma credibilidade e de menor importância ou atração, haja vista que a rede despertou em todos que a acessam seus dotes de informação. Há um ditado antigo de que de médico e louco todos tem um pouco. E hodiernamente, de repórter também. Mas, ao receber mais de uma vez, de diferentes origens a mesma mensagem, somos levado a verificar sua verossimilhança. E não é que existe alguma razão nessa tal mensagem? Ao dar maior atenção a sua insistência passei, durante meus deslocamentos pela cidade e para fora desta nos finais de semana e feriados prolongados, a dar-me o trabalho de observar os painéis (tabelas) de preços dos postos de abastecimento, o que já venho fazendo há alguns meses. E nessa despretensiosa pesquisa constatei que a Petrobrás sempre está com os preços acima das demais concorrentes. Dá pra entender que um produtor apresente um preço maior dos revendedores que obtém os produtos da própria estatal? Que tipo de estratégia é essa que mesmo assim vende tanto ou até mais que as concorrentes, pois os postos BR continuam se expandindo? E a ANP (Agência Nacional de Petróleo) que tem a atribuição de controlar e fiscalizar os preços está aí com cara de paisagem. Como não sou economista não tenho resposta, nem ao menos uma especulação sobre essa forma de comércio atentatório ao bolso do consumidor. Essas afirmações são comprovadas por numerosas fotos que há meses venho tirando no curso dessas verificações. E as imagens que ilustram este texto são as mais recentes, obtidas num espaço de cinco dias, sem que tenha havido mudança no preço dos derivados de petróleo, provando que a Petrobrás oferece seus produtos com preços acima das concorrentes.
 
 

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