quinta-feira, maio 15, 2008

Mudança de clima e aquecimento global (I)


Um dos assuntos em evidência nos encontros, congressos e demais eventos relacionados ao meio ambiente é a mudança de clima e o aquecimento global. Centenas, para não dizer milhares, de artigos são escritos a respeito do assunto. Assim, este passa a integrar esse imenso rol, fazendo coro ao alerta à humanidade. E seu conteúdo apesar de ser do desconhecimento de milhares, para não dizer milhões, de pessoas, não é nenhuma novidade, mas tão somente mais uma contribuição, repetindo o que vem sendo dito, através da palavra escrita, nem sempre ao alcance de todos, para que cada um, de acordo com sua capacidade, importância, vontade e consciência, possa refletir e se associar a legião de defensores do meio ambiente, mesmo porque é dever defendê-lo para sua preservação às presentes e futuras gerações, difundindo tais alertas que vêm sendo apregoados há vários anos, confirmando uma advertência apresentada ao mundo há 16 anos em nosso País, durante o encontro intergovernamental denominado RIO-92, quando e onde surgiu a famosa Agenda 21, com recomendações voltadas ao então presente e ao futuro século 21, no qual estamos vivendo atualmente. A partir daquele evento foram intensificados estudos sobre o processo de aquecimento global e sobre outras formas de degradação ambiental decorrente de um modelo de desenvolvimento predatório e insustentável. Centenas de especialistas dos diversos países signatários das recomendações geradas naquele encontro internacional, após anos de estudos vêm comprovando cientificamente que a ação humana é a responsável em impor um ritmo acelerado de degradação do meio ambiente, desproporcional a reposição natural dos ecossistemas, haja vista que os recursos naturais, diferentemente como se pensava no passado, tendem a se esgotar em tempo menor e mais rápido do que se for usado de forma sustentável. A arborização próxima a edifícios, conforme comprovação científica, reduz em 6˚C a temperatura no verão, o que representa menos gasto com ar condicionado e diminuirá a concentração de CO² na atmosfera. A necessidade de sobrevivência precisa mudar a cara das cidades e os hábitos dos cidadãos. Para sobreviver vamos precisar fazer muito mais do que separar o lixo e fechar a torneira enquanto escovamos os dentes. O tema fez parte da pauta da III Conferência Nacional de Meio Ambiente realizada em Brasília, no período de 7 a 11 do corrente. Antecedendo a este evento nacional o Estado do Pará realizou sua III Conferência Estadual, mobilizando 25 mil pessoas em 134 municípios nas conferências municipais que debateram o tema ambiental, e, com isso realizou a maior conferência estadual de meio ambiente dentre os demais Estados brasileiros, elegendo 1.350 delegados que se reuniram durante três dias em Belém, no Hangar de Convenções. Esse número expressivo impõe grande responsabilidade em apresentar um maior resultado de atuação a partir de então, na difusão das diretrizes geradas nesses encontros regionalizados. É de suma responsabilidade de não deixar que tais diretrizes fiquem apenas no papel e na vontade, mas que atinjam verdadeira efetividade. As mudanças climáticas já vêm se fazendo sentir com sinais nos distantes pólos e nas geleiras das montanhas. São percebidas a cada dia, como o aumento da temperatura, das chuvas torrenciais, das secas e das grandes tempestades. Segundo os cientistas, as noites ficam mais quentes porque normalmente o calor do Sol absorvido pela superfície da Terra durante o dia é devolvido para o espaço à noite. A intensificação do efeito estufa limita a liberação do calor, que fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera, chamando isso de diminuição da amplitude térmica, isto é, da variação da temperatura durante o dia. Ou seja, faz calor de dia e não há muito alívio à noite. Segundo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, divulgando recentemente em Paris, revelou que o aquecimento global é irreversível e muito provavelmente provocado pelas atividades humanas. No próximo artigo serão apresentadas algumas recomendações ao alcance de todos, a serem postas em prática no dia-a-dia para contribuir na defesa do planeta Terra.

Um comentário:

Armando S. Sousa disse...

Olá Roberto,

Passo hoje por aqui para dar nota que recebi seus e-mails, porém, como estive em Paris, nestes últimos dois dias e cheguei há momentos atrás ao Porto, não tenho disposição para ler.
Prometo que passarei aqui com mais tempo, para ler o seu blog com atenção e dar-lhe-ei os comentários dos textos que me enviou.
Amanhã também linkarei o seu blog na minha Fábrica.
Receba um abraço faterno deste lado do Atlântico.

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